O F5 DA AERONÁUTICA (FAB) CONSEGUI QUEBRAR VIDROS

O F5 DA AERONÁUTICA (FAB) CONSEGUI QUEBRAR VIDROS

Um caça da FAB – Força Aérea Brasileira, estava fazendo um voo rasante durante uma cerimônia que aconteceu na Praça dos Três Poderes em Brasília, durante a troca de bandeiras, acabou destruindo a fachada de vidro do Supremo Tribunal Federal.

avião da fab quebra vidros

Os caças da FAB que participaram do evento são capazes de atingir 2,2 vezes a velocidade do som, sendo assim é mais do que 330 metros por segundo.

É importante esclarecer que a quebra de vidros não é mito, o efeito “sonic boom” pode quebrar vidros sim. Porém não é tão comum nos dias atuais, mas não é improvável que isso aconteça de verdade.

Vocês pediram e nós fomas até uma vidraçaria para entender o porque isso aconteceu, quem explica essa matéria foi Ana da vidraçaria porto alegre Esse efeito acontece porque quando ele navega pelo ar ele precisa “tirar” o ar da frente para conseguir passar, por esse motivo cria ondas de pressão que podem ser muito parecidas com as marolas que são formadas no mar quando um navio está em movimento, ou seja, estas ondas acabam viajando com a velocidade do som.

Quando o avião se aproxima da velocidade do som ou até mesmo ultrapassa ela, essas ondas não conseguem sair da frente do “nariz” do avião a tempo, sendo assim elas começam a comprimir umas nas outras e se misturam formando uma onda só.

Isso acontece quando o avião atinge Mach 1, que é a própria velocidade do som em aproximadamente 1225 km/h ao nível do mar com até 20°C. Isso se da devido ao fenômeno de compressão do ar que acontece devido ao Mach 1, isso quando dependendo da umidade atmosférica acaba causando um cone de condensação que muitas pessoas acabam confundindo com voo supersônico, quando na verdade é um voo transônico.

Como Aviões Conseguem quebrar os vidros

Pois quando isso acontece e o avião ultrapassa o Mach 1, é possível dizer que a barreira do som foi quebrada, é como se um navio passasse tão rápido na sua frente que não faria nem marolas e elas apareceriam só depois quando ele já estivesse passado.

Já o sonic boom acontece porque a pressão no nariz da aeronave aumenta consideravelmente e a diminuição na cauda gera uma pressão negativa, seguindo assim pelo retorno da pressão normal depois que o avião passa fazendo um “boom”.

Isso também acontece durantes as tempestades com os raios, a descarga consegue abrir caminho muito mais rápido do que o ar pode “sair da frente” e então vem o trovão depois que ele já passou.

O boom acontece por causa da mudança repentina da pressão e também por existir o aumento da pressão no nariz do avião e diminuição na cauda.

Como se já não fosse complicado de entender, o som perto do objeto que se mova é muito diferente do que se ouve depois de propagar pelo ar, por esse motivo nos testes de ruído ficou constatado que a altitude que a aeronave voa não influencia em nada na diminuição do volume que se percebe do boom.

A pressão sonora mais alta já registrada por um sonic boom é de 7 KPA – Kilo Pascal, ou seja, aproximadamente 513k/m² ou 1,01 PSI. Para você conseguir ter uma noção, o pneu do carro é calibrado entre 25 e 35 PSI. Esse som não causou nenhum dano auditivo aos pesquisadores que foram expostos ao evento, pois o volume de som é gerado por essa onda de choque que depende da quantidade de ar sendo acelerada.

FONTES: G1, Vidraçaria Porto Alegre.

Stacy Boyd

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